Hipotireoidismo e Hipertireoidismo

Introdução:

Para esclarecer um pouquinho a respeito do hipo e hipertireoidismo, neste post vamos estudar um pouco as principais disfunções da glândula tireóide, os conhecidos casos de hipotireoidismo e hipertireoidismo.

Em suma, a glândula tireóide é uma importante glândula endócrina, localizada na porção anterior do pescoço e diretamente relacionada com a laringe, logo a baixo da cartilagem tireóide e com seus lobos localizados lateralmente, como pode ser notado na imagem a seguir.

Ilustração: Glândula tireoide e laringe

Principais disfunções da tireóide:

Hipertireoidismo e o hipotireoidismo são disfunções da glândula tireóide que acabam resultando em diversas disfunções metabólicas no organismo.

Hipotireoidismo é caracterizado pela baixa quantidade ou ausência dos hormônios tireoidianos, como T3 e T4. O hipotireoidismo apresenta quatro classificações, por exemplo:

  • Em primeiro lugar, o Hipotireoidismo Primário;
  • Em segundo lugar, o Hipotireoidismo Congênito;
  • Além disso, ainda podemos encontrar o Hipotireoidismo Central;
  • Além do Hipotireoidismo Subclínico.

Hipotireoidismo

Hipotireoidismo primário

O hipotireoidismo primário é o mais comum na sociedade e é considerado como a incapacidade ou deficiência total/parcial da glândula tireoide. Essa alteração afeta diretamente a produção dos hormônios, o que diminui seus níveis séricos característicos do hipotireoidismo.

Em relação a classificação congênita do hipotireoidismo, tem-se como fator de análise para diagnóstico o retardo mental. Isso se dá pela falha dos hormônios tireoidianos que são fundamentais para o desenvolvimento do sistema nervoso central até os 2 anos de idade, estimulando o desenvolvimento de dendritos e axônios, além da formação do córtex cerebral anterior, córtex auditivo, cerebelo e hipocampo.

Hipotireoidismo congênito

Para que o hipotireoidismo congênito ocorra há um defeito na formação glandular durante a embriogênese e mutações em fatores de transcrição. Dessa forma, a ausência do estímulo do hormônio estimulador da tireoide na glândula tireoide pode ocasionar a doença. 

Hipotireoidismo central

O hipotireoidismo central consiste na deficiência genética da hipófise, assim não há produção de TSH ou TRH hipotalâmico  e nem dos hormônios T3 e T4, caracterizando a classificação central do hipotireoidismo.

Hipotireoidismo subclínico

Além disso, há a forma subclínica da doença que consiste no aumento dos níveis de TSH em paralelo com níveis normais de T4 e T3, sem apresentar sintomas de doença. O subclínico pode estar relacionado com fatores cardiovasculares, dislipidemia (elevação de colesterol e triglicerídeos séricos) e depressão. 

Hipertireoidismo

O hipertireoidismo é o oposto do hipotereoidismo, assim há hiperestimulação da glândula tireóide e, consequentemente, o aumento dos níveis séricos de T4 e T3.

São várias etiologias conhecidas dessa doença, as principais são:

  • Doença autoimune da tireóide;
  • Deficiência de iodo;
  • Redução do tecido tireoidiano tanto por doença de Graves quanto por iodo radioativo;
  • Câncer na tireoide.

Na clínica, é comum sintomas como exaustão, fadiga, cansaço, perda de memória, ganho de peso excessivo, intolerância ao frio, depressão, pressão alta (hipertensão), irregularidade na menstruação e pele seca.

A causa dessa doença geralmente é a doença de Graves que é caracterizada por ser uma doença autoimune com anticorpos contra o receptor de TSH, causando o aumento das células tireoidianas.