Introdução

Nas suas terminologias segundo Kenney, Wilmore e Costill (2013), temos
o sobrepeso que é definido como um peso corporal que excede o peso normal ou padrão para determinada pessoa, com base na altura e no porte físico e a obesidade que refere-se à condição de estar com excessiva quantidade de gordura corporal.


Atualmente, o índice de massa corporal (IMC) é o padrão clínico de uso
mais frequente para a estimativa da obesidade. Estimamos o IMC de uma
pessoa pela divisão do peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Geralmente, o IMC tem grande correlação com a gordura corporal relativa, e comumente proporciona uma estimativa razoável da obesidade.


É muito claro que fatores nutricionais derivados de uma superalimentação promove aumentos significativos na gordura corporal total. As dietas com altos teores de gordura também promovem um aumento na quantidade de gordura corporal. O tamanho e o número de refeições por dia também influenciam no desenvolvimento da obesidade, sendo que refeições pequenas, mas frequentes resultariam num menor ganho de tecido adiposo.

Assim, o total de calorias, a composição e o sabor dos alimentos, a variedade existente e o
tamanho e número das refeições representam fatores que parecem estar
ligados à obesidade
A inatividade física também é um dos fatores para a explicação do

aumento espantoso no excesso de peso pela sociedade moderna. Indivíduos
mais ativos apresentam diferentes composições corporais quando comparados a indivíduos menos ativos. Acredita-se que estas diferenças estejam relacionadas com o maior consumo energético nos indivíduos inativos.

Treinamento físico X Obesidade


Assim, o treinamento físico é considerado o mais poderoso “desafio” fisiológico para a saúde do corpo humano. Pois necessita de um grande ajuste metabólico para aumentar o suprimento de oxigênio (VO2 máx) e combustível na realização de trabalho muscular (CHO e AGL), causando, dessa forma, aumentos significativos de energia acima dos valores de repouso.


O exercício físico também é fundamental para promover um balanço de energia adequado , pois a energia gasta durante a atividade física é importante para que ocorra um efeito positivo sobre a taxa metabólica de repouso e melhora da composição corporal, o que pode manter ou até mesmo preservar a massa muscular durante a perda de peso.

Programando a atividade física


Para que a atividade física possa manter essa perda de peso, é necessário que ocorra um gasto de 1.500 a 2.000 Kcal/ por semana. Já para Wing e Campbell et al. , o gasto para a manutenção da perda de peso deveria ser no mínimo 2500 Kcal.

Em contrapartida Ross e Jansen afirmam que o gasto semanal recomendado com exercício deveria ser de 3000 a 3500 Kcal/ semana pelo fato da atividade física sozinha, para indivíduos obesos, reduzir somente modesta gordura abdominal ou gordura corporal total. Porém, até o indivíduo obeso obter perda de peso, uma rotina de atividade física já garante uma melhora cardiovascular, reduzindo riscos de doença arterial coronariana e melhorando a qualidade de vida. (HAUSER; BENETTI & REBELO, 2004).

Exercícios físicos de baixa intensidade


Os exercícios físicos realizados com uma baixa intensidade utilizam a gordura como fonte de energia predominante durante a sua execução, entretanto pode haver uma quantidade maior de energia gasta na realização dos exercícios de alta intensidade (HIIT) e este modelo de treinamento parece ser tão ou em alguns casos mais eficiente para a perda de peso, uma vez que o importante seria garantir um considerável gasto calórico durante a execução do exercício.


Por apresentarem um gasto calórico maior, os exercícios realizados em
intensidades maiores, como os de características intervaladas, também podem gerar adaptações cardiovasculares e metabólicas eficientes, com melhorias e vários benefícios à saúde.

Conclusão


Portanto, para que o exercício de forma controlada e segura de fato possa
contribuir no processo de emagrecimento, é de entendimento que seja necessário um gasto de 1.500 a 2.000 Kcal/ semana