Introdução

A glicólise é a primeira etapa da respiração celular e considerada por muitos autores, como etapa preparatória para a respiração celular e ciclo de krebs ou ciclo do ácido cítrico.

Após o processo de fosforilação da glicose que se deu no interior da célula, a glicose entra na fase de glicólise para a então produção de energia para a respiração celular. Para que se inicie o processo de glicólise, que consiste na conversão da glicose para a formação do ácido pirúvico (piruvato), é necessária uma etapa inicial, denominada clivagem da glicose, que é a conversão da glicose – 6- fosfato em frutose – 6 – fosfato (frutose 1,6 difosfato). Nesse processo são gastos duas moléculas de ATP convertidas consequentemente em ADP + PO4.

Clivagem da glicose

Glicóliose

Após o processo de clivagem da glicose, dá-se inicio ao processo de glicólise, onde ocorre a transformação da molécula de frutose 1,6 difosfato (que possui 6 carbonos) em duas moléculas de ácido pirúvico (3 carbonos), também chamado de piruvato. Nesse processo, ocorre para cada formação de ácido pirúvico a liberação de duas moléculas de ATP.

Fluxograma do processo de glicólise

Desta forma, temos como equação do processo de glicólise:

Glicose + 2 ADP + 2 PO4 — 2 Ácido Pirúvico + 2 ATP + 4H

Resultado da glicólise:

Fluxograma do resultado final da glicólise

Como para cada glicose ocorre a formação de dois piruvatos e para cada piruvato há a liberação de 2 moléculas de ATP, podemos dizer que durante a glicólise ocorre a formação de 4 ATPs. Porém, como visto anteriormente, na clivagem da glicose para frutose para frutose 1,6 difosfato ocorreu o consumo de 2 moléculas de ATP.

Desta forma, podemos dizer que o saldo final do processo de glicólise é de 2 ATPs para cada molécula e glicose utilizada.